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Quatro anos depois, Alckmin não cumpre promessa de zerar presos em delegacias de SP

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Passados 4 anos, Alckmin não cumpre promessa de zerar presos em delegacias

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), durante evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no Morumbi, zona sul de São Paulo. Foto: Diogo Moreira/A2img (10/04/2017)

No dia 5 de fevereiro de 2013, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à época cumprindo o terceiro de seus quatro mandatos no comando do Estado, prometeu zerar dali até agosto daquele ano a quantidade de detentos homens em cadeias públicas e distritos policiais, e de mulheres até o fim de 2014.

A promessa se deu durante evento de comemoração da marca de 100 mil beneficiados por um programa de penas alternativas do governo do Estado iniciado em 1997. A solenidade, no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, foi acompanhada por toda a imprensa. Leia aqui reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” sobre o assunto.

Na ocasião, Alckmin argumentou que, acabando com as carceragens administradas pela Polícia Civil, a corporação melhoraria o seu trabalho de investigação. Afirmou ainda que São Paulo seria o primeiro Estado brasileiro a extinguir esse tipo de unidade prisional.

Naquela época, as carceragens das delegacias e das cadeias públicas abrigavam cerca de 4.700 presos _3.300 homens e 1.400 mulheres.

Passados pouco mais de quatro anos após o evento, o Estado de São Paulo possuía, no dia 13 de fevereiro deste ano, 2.752 presos em unidades prisionais administradas pela Polícia Civil. Desse total, 2.371 são homens e 381, mulheres. Esses números são da Secretaria da Segurança Pública, do governo Geraldo Alckmin, e foram obtidos pelo Fiquem Sabendo por meio da Lei de Acesso à Informação.

Passados 4 anos, Alckmin não cumpre promessa de zerar presos em delegacias de SP

Delegacia do Bom Retiro registrou fuga no fim de semana

Por volta das 17h de sábado (3), cinco detentos fugiram por um buraco na parede da carceragem do 2º DP (Bom Retiro), no centro de São Paulo. Eles usaram uma espécie de corda feita com cobertores amarrados, que eles chamam de teresa, para pular o muro da delegacia.

Dois dos fugitivos foram recapturados pela polícia e os outros três continuavam foragidos até o momento da publicação desta reportagem, segundo a Secretaria da Segurança Pública (leia mais abaixo).

Presos em delegacia representam menos de 1% de todos os detentos do Estado, afirma secretaria

A Secretaria de Estado da Segurança Pública disse por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa que os presos sob responsabilidade da Polícia Civil representam menos de 1% de todos os custodiados do Estado. Esse número era de 42% em 1994.

Em fevereiro, a SAP (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária) possuía sob sua custódia pouco mais de 230 mil detentos. Isso significa dizer que a população de 2.752 presos, na verdade, representam pouco mais de 1% de todos os presos.

Leia, abaixo, a íntegra da nota enviada à reportagem.

“A Secretaria da Segurança Pública esclarece que os presos sob responsabilidade da Polícia Civil representam menos de 1% de todos os custodiados no Estado. Esse número era de 42% em 1994. As Cadeias Públicas do Estado recebem apenas dois tipos de presos: os provisórios, que são encaminhados para unidades prisionais da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), e os presos civis, que ficam detidos por até 90 dias por não pagar pensão alimentícia. O número de presos em trânsito para audiência de custódia no Estado, atualmente, é de 210, dos quais 77 na capital e sete na Região Metropolitana.

Quanto à fuga de cinco detentos da carceragem do 2º DP, dois homens foram recapturados. Um deles foi capturado no mesmo dia, pela Polícia Militar, e o segundo, Eloisio de Oliveira Ferreira, foi detido nesta segunda-feira (05/06) na Zona Leste. Agentes permanecem em campo para localizar os outros três fugitivos.  A Corregedoria acompanha o caso para verificar se houve irregularidades por parte dos policiais.”

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