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Pregação política, religiosa ou sexual nas escolas corresponde a menos de 1% das denúncias feitas na Ouvidoria de SP

Apesar de ter ganhado espaço no debate político nacional, a doutrinação ideológica nas escolas não parece estar no radar dos pais e alunos do maior estado brasileiro. As denúncias feitas com esse teor não correspondem nem a 1% das denúncias feitas em São Paulo nos últimos 5 anos.

A Ouvidoria do Estado de São Paulo recebeu 1.416 denúncias desde 2013, mas a maioria se refere a merenda estragada, excesso de faltas e falta de uniforme.

Dessas, só 59 são ligadas a temas de pregação política, religiosa ou sexual. É o que mostram dados informados ao Fiquem Sabendo pela pasta, por meio da Lei de Acesso à Informação.

Desde 2013, a Ouvidoria recebeu 1.416 denúncias relacionadas à educação, mas a maioria se refere à merenda estragada, excesso de faltas e falta de uniforme.

O ano de 2018, eleitoral, foi o que mais teve denúncias formais do tipo. Elas surgem da esquerda e da direita. Os relatos arquivados pela ouvidoria apontam situações como “imposição de professor para votar no PT” a “professor pede para as crianças fazerem oração antes da aula”.

Outro caso citado aponta ainda que “o docente se declara pastor de uma denominação evangélica e lê a bíblia e prepara suas pregações durante a aula” ou ainda “professor é homofóbico e impõe a religião dele a todos.”

Nenhuma das denúncias resultou em punição, segundo os dados informados, por falta de evidências.