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Quedas de árvores caem 44% em São Paulo no primeiro trimestre

Quedas de árvores caem 78% em São Paulo no primeiro trimestre

Trecho interditado da rua Mário Guastini, em Pinheiros, zona oeste paulistana; bairro foi o que registrou a maior quantidade de ocorrências de queda de árvores em 2015. Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas (23/12/2014)

O número de ocorrências de queda de árvore na cidade de São Paulo caiu 44% entre os primeiros trimestres de 2015 e deste ano. A quantidade de casos dessa natureza recuou de 1.556 (a maior para o período desde 2013) para 875.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).

De acordo com as informações disponibilizadas pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), o primeiro trimestre de 2016 contabilizou o menor número de árvores caídas no período em toda a capital paulista desde 2013. (Veja o detalhamento desses dados infográfico abaixo.)

Quedas de árvores caem 44% em São Paulo no primeiro trimestre

Com 76 ocorrências, Vila Mariana lidera ranking de ocorrências

A Subprefeitura da Vila Mariana registrou 76 quedas de árvores entre janeiro e março deste ano. Ela é detentora da maior marca de ocorrências dessa natureza dentre as 32 administrações regionais da cidade.

Pinheiros, na zona oeste, com 65 árvores caídas, aparece na segunda posição.

A terceira subprefeitura que registrou a maior quantidade de quedas de árvores entre janeiro e março foi a Santo Amaro, na zona sul, com 53 casos.

Por que isso é importante?

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 225, que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

As árvores urbanas desempenham funções importantes para os cidadãos e o meio ambiente, tais como a elevação da permeabilidade do solo (e a diminuição dos riscos de enchentes) e o controle da temperatura e da qualidade do ar. Até mesmo a melhoria da paisagem urbana decorrente das áreas verdes é um fator que aumenta a qualidade de vida da população, segundo especialistas.

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